terça-feira, 25 de outubro de 2011

Fios de seda

São finos fios de seda
pendendo, tão inválidos.
Uma brisa passageira.
Leves, frágeis e pálidos

Finos fios esquecidos,
solitários e tristonhos.
Saudosos daquela vida
de aspecto medonho.

Tão felizes que eram,
acorrentados à sua função.
Saudosos eram os fios,
fios de morte e solidão.

Pintura de Sander Bearzi

2 comentários:

  1. gostei do poema. aliterações interessantes, dão ideia de um fio sendo lançado ao outro.
    parabéns!

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