sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Voo perdido


Plumas, ar e solidão...
Voos perdidos, introvertidos...
Uma única ave na imensidão,
e um ponto de vida, sofrido...

Então minha visão muda de repente,
uma grande mancha de sangue surge.
Uma palavra dita inconsequentemente,
e um desejo, um sonho quebrado, urge.

Talvez fosse grito incontido e mudo
de um eu chorando, esbravejando:
- Eu não te quero, já não me iludo!
Mas era sussuroo pequeno e brando

Papel, tinta e inspiração
sonhos perdidos, introvertidos...
E outra vez um poeta, do coração,
tira seus pesares, de amor feridos.


Pintura de Nicoleta Ceccoli

2 comentários:

  1. lindo poema, exatamente do jeito que eu gosto, palavras fortes e escuras. Parabéns ^^

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